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ESG: Um investimento inteligente para o seu negócio

Nos últimos anos, uma sigla de três letras deixou de ser apenas tema de palestras para ocupar um lugar central nas estratégias corporativas e nas mesas de negociação: ESG (Environmental, Social and Governance, ou Ambiental, Social e Governança).

O que antes era tratado como uma iniciativa pontual, quase filantrópica, hoje é visto pelo mercado financeiro e pelos consumidores como um sinal claro de solidez, eficiência e capacidade de permanecer no longo prazo. Para gestores e empreendedores, compreender e aplicar os princípios do ESG deixou de ser um diferencial e passou a ser parte essencial da competitividade.

O cenário brasileiro: de tendência a realidade

O ESG surgiu como uma forma de avaliar empresas para além dos números do balanço, considerando também seu impacto socioambiental e a qualidade da sua gestão. No Brasil, esse movimento deixou de ser discurso e passou a se consolidar na prática.

Essa evolução pode ser observada ao longo do tempo: do lançamento do Guia de Sustentabilidade da B3, em 2014, ao crescimento dos fundos temáticos em 2020, até a implementação das novas regras da CVM, em 2023, voltadas à divulgação de informações ESG. Empresas brasileiras de grande porte, como Natura, Ambev e Suzano, já colhem resultados ao incorporar iniciativas como logística reversa, redução do consumo de água e neutralidade de carbono em suas operações.

Apesar de o país ainda enfrentar desafios para alcançar o nível de maturidade de mercados europeus, a combinação entre maior pressão regulatória e o aumento da demanda por investimentos sustentáveis tem acelerado esse processo de transformação.

Porque ESG é um investimento inteligente (e não um custo)

Uma dúvida ainda comum entre empresários é: “isso vai custar caro?”. A resposta do próprio mercado tem sido clara: não investir em ESG pode sair muito mais caro. A adoção dessas práticas se mostra uma decisão estratégica sob três aspectos principais:

1. Acesso a capital e crédito

O mercado financeiro evoluiu. Fundos de investimento e linhas de crédito passaram a priorizar empresas alinhadas a critérios ESG. Uma governança sólida, baseada em ética e transparência, aumenta a confiança de investidores e credores, facilitando o acesso a recursos destinados ao crescimento e à expansão.

2. Eficiência operacional e redução de custos

O pilar Ambiental (E) vai muito além de ações simbólicas. Ele está diretamente ligado à eficiência. Reduzir desperdícios de matéria-prima, otimizar o consumo de energia e estruturar uma gestão adequada de resíduos impacta diretamente os custos operacionais, gerando ganhos no médio e longo prazo. No caso das viagens corporativas, por exemplo, a digitalização e o uso de reuniões virtuais reduzem a pegada de carbono, eliminam deslocamentos desnecessários e diminuem despesas.

3. Reputação e preferência do consumidor

O comportamento do consumidor mudou. Há uma demanda crescente por marcas que demonstrem responsabilidade. No pilar Social (S), o cuidado com colaboradores e com a comunidade fortalece a reputação da empresa, melhora a retenção de talentos e aumenta o engajamento das equipes.

No artigo da semana, conversamos com nossa Diretora de Gestão de Pessoas, Monique Moreno. A seguir, ela compartilha como esses conceitos se refletem no dia a dia das empresas.

De que forma o pilar Social se materializa na gestão de pessoas? Como ele pode ser usado de forma estratégica na retenção de talentos?

O pilar Social começa dentro da empresa. ESG só funciona quando as pessoas são tratadas com respeito, clareza e justiça. Ambientes éticos, com boas lideranças e oportunidades reais de desenvolvimento geram engajamento e retenção. Pessoas permanecem onde se sentem valorizadas e ouvidas.

A Governança (o “G” da sigla) é muitas vezes vista como burocracia. Como a liderança deve encarar esse pilar para garantir a longevidade do negócio?

Governança não é burocracia; é organização e segurança. Regras claras, processos bem definidos e decisões éticas reduzem riscos e fortalecem a confiança do mercado. Empresas bem governadas são mais previsíveis, confiáveis e preparadas para crescer no longo prazo.

Para as empresas que já estão consolidadas mas buscam se adequar à agenda ESG, qual seria o ponto de partida ideal?

O primeiro passo é um diagnóstico honesto. Muitas empresas já fazem ESG, mas de forma desconectada. Começar pela governança revisando processos, políticas e transparência ajuda a estruturar e integrar essa agenda de forma consistente.

Como a tecnologia pode ser uma aliada dos gestores na comprovação e manutenção das práticas ESG?
A tecnologia viabiliza o ESG na prática. Sem dados, não há credibilidade. Ferramentas digitais permitem controle, mensuração e auditoria, além de reduzir impactos ambientais e fortalecer a governança.


Existe uma relação direta entre a cultura organizacional forte e a atração de investimentos ou crédito no cenário atual?

Sim. Cultura frágil é risco. Empresas com cultura ética, lideranças responsáveis e processos sólidos são mais resilientes, previsíveis e atrativas para investidores e instituições financeiras. ESG, cultura e governança caminham juntos.

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