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As famílias de baixa e alta renda iniciaram o ano mais endividadas. Os resultados foram levantados pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta quarta-feira (8) pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). 

As famílias que recebem até três salários mínimos atingiram um índice de 79,2%, contra 76,5% no ano anterior. Já as famílias que ganham mais de dez salários mínimos chegaram a 74,4% em janeiro deste ano – enquanto o índice de janeiro de 2022 foi de 71,2%.

A alta foi de 2,7 pontos percentuais para famílias com até três salários mínimos e 3,2 p.p para o grupo acima de dez salários mínimos. Segundo a CNC, o maior crescimento de famílias endividadas ficou concentrado nestes dois extremos sociais que a pesquisa contemplou.

No total, 11,6% das famílias brasileiras não conseguiram pagar as dívidas em janeiro. Os consumidores que recebem até três salários mínimos – grupo que representou 17,4% do total de inadimplentes. O percentual de consumidores que atrasaram as dívidas por mais de 90 dias atingiu a sua maior proporção desde abril de 2020, com um percentual de 44,5% dos inadimplentes.

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